Projeto da Fundadora da Assunção
Santa Maria Eugênia foi uma mulher que sempre viveu à frente de seu tempo. Olhava o futuro com sentido dinâmico. Seus horizontes eram imensos, abertos ao universal. Sempre buscou apaixonadamente a bondade, a beleza, a verdade e tudo o que no homem é valor. Anuncia Jesus Cristo libertador e transformador da sociedade. Uma sociedade na qual os valores do ter dominam o ser, o materialismo e a alienação são mais fortes que os valores do espírito, da fé, do compromisso; a ambição, o egoísmo e a exploração triunfam sobre o serviço, a partilha e a gratuidade. Visualiza que todo esse cenário poderá ser transformado pela educação, pois acredita que educar é transformar o mundo. Educar é libertar o homem. Educar é trabalhar para construir uma sociedade em que o homem possa atingir a estatura que Deus projetou para ele.
Santa Maria Eugênia consagra sua vida e a de sua Congregação a esse objetivo. A educação que propõe engloba toda a pessoa: o ser na sua totalidade, enraizando-se em Jesus Cristo, por uma contemplação que é experiência pessoal de Deus e que nos convida à ação. Quer promover um crescimento e um desenvolvimento do homem todo, de sua dignidade, segundo sua vocação de filho de Deus, e colaborar na transformação de um novo homem que será, por sua vez, a possibilidade para uma sociedade mais justa e comprometida com toda a humanidade.
O Colégio Assunção em São Paulo tem sido, desde sua fundação em 1935, a continuidade da realização do projeto de vida de Santa Maria Eugênia, que teve início em Paris e já difundiu sua obra educacional e social em 43 países.
CONGREGAÇÃO
Fundadora da Congregação ASSUNÇÃO
Santa Maria Eugênia - Anne-Eugènie Milleret de Brou - Anne Eugènie nasceu na cidade de Metz, França, em 25 de agosto de 1817, filha de Jacques Milleret, político, banqueiro, homem de negócios competente e respeitado e de Eleonora Eugênia de Brou, pessoa carinhosa, exigente e firme. Do pai, herda a paixão pelas questões políticas e sociais, além de um grande conhecimento para os negócios financeiros; da mãe, herda valores como bondade, retidão, coragem, honestidade e generosidade.
Na revolução de julho de 1831, seus pais perdem tudo o que possuíam e se separam. Maria Eugênia, então com 15 anos, acompanha sua mãe a Paris enquanto seu irmão permanece com o pai. Experimenta outro estilo de vida: conhece a fome, o frio, sente medo e saudades de seu pai e de seu irmão. No ano seguinte há uma epidemia de cólera em Paris, a Sra. Milleret vai cuidar dos doentes e, em poucas horas, morre contaminada pela doença. Eugênia fica sozinha. Para ampará-la seu pai a confia para uma amiga de sua mãe. Durante os seis anos seguintes passa a freqüentar a sociedade dos jovens de famílias ricas, descobrindo uma vida mundana, brilhante e romântica, mas esse ambiente lhe causava perturbação, angústia e muitas questões. Sr Milleret, preocupado com a situação da filha, decide levá-la para casa da Sra Foulon, sua prima, com quem começa a freqüentar a igreja. Escolhem ir à catedral de Notre-Dame para assistir a uma conferência de Padre Lacordaire, um padre jovem, eloqüente e de muita fé, cujas palavras tocam profundamente Eugênia: ”Nós nos perguntamos de onde vimos e para onde vamos...a dúvida é o começo da fé”. Ela sente uma grande paz, pois essas palavras respondem seus questionamentos. Ela faz a descoberta de Deus. Procura então o padre Lacordaire e manifesta seu desejo de servir a Deus, mas sem saber como. Ele lhe responde: “Reze, espere e leia”. Ela obedece e nos meses seguintes se dedica à leitura dos livros indicados.
Maria Eugênia faz a descoberta de Deus e de seu plano para a humanidade: Deus quer o homem livre, feliz, plenamente humano à imagem de Jesus Cristo. Decide, a partir daquele momento, entregar toda a sua vida a esse ideal por meio da educação. Para tanto, procura outras pessoas que também queriam trabalhar com esta finalidade e em 30 de abril de 1839, funda a Congregação da Assunção em Paris e abre o primeiro colégio.
Pouco a pouco sua obra vai se estendendo pela Europa, África, América Latina, Ásia e Oceania. Em 10 de março de 1898, Maria Eugênia morre. Naquela época, a Assunção contava com 59 anos, 1000 religiosas e 31 casas.
Visite o site da Congregação na França: http://www.assumpta.fr
Veja a notícia sobre a FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

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